Ilustração da Parte 2 da história Robertinho e a Fogueira Mais Doida do Mundo

Robertinho e a Fogueira Mais Doida do Mundo — Parte 2

Robertinho respirou fundo.

Um cientista doido não desiste.

Ele abriu o caderninho de novo.

E teve uma ideia ainda mais doida!

— Chiquinho! Vamos amarrar os gravetos!

Foi buscar um barbantinho vermelho que guardava no bolso do jaleco.

Amarrou um graveto no outro.

Croc croc. Amarrou mais.

Croc croc. E mais outro.

Chiquinho ajudou também, segurando um galho com o biquinho pequenino.

Aí Robertinho empilhou tudo com muito cuidado.

Devagar.

Devagar.

O monte foi crescendo de novo. Mas dessa vez, os gravetos ficaram juntinhos. Abraçadinhos. Nenhum caiu!

Robertinho deu um passo atrás.

O monte era grandão!

Era quase do tamanho de uma árvore pequena!

Aí chegou a noite da festa.

O céu ficou todo roxo e laranja.

As estrelinhas apareceram piscando.

Tin tin tin! Os sinos da festa chamaram todo mundo.

Robertinho pegou o palito de fósforo com a mãozinha firme.

Fez assim: frrrichhh!

A chama apareceu pequenininha.

Ele colocou bem devagarzinho no pé da fogueira.

E então…

Crac!

Crac crac!

A fogueira começou a crepitar!

As chamas foram subindo, subindo, subindo!

Vermelhas! Laranjas! Amarelas!

A fogueira mais doida do mundo inteiro estava acesa!

Chiquinho voou em círculos lá em cima, feliz da vida.

— Piu piu piu!

Todo o jardim clareou.

Os vizinhos vieram ver.

A vovó bateu palma.

O cachorrinho latiu de alegria.

E Robertinho ficou ali, com o chapéu torto na cabeça, olhando para a fogueira enorme que ele mesmo fez.

O calorzinho chegou mansinho no rosto dele.

A noite estava linda.

Robertinho sorriu.

Um cientista doido de verdade não tem medo de tentar de novo.

E quando a fogueira foi diminuindo, devagarinho, devagarinho…

Robertinho bocejou.

Fechou o caderninho.

E foi dormir com o coração cheio de coragem e de brasa quentinha.

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