Ilustração da Parte 1 da história Tatuí e o Teatro das Estrelas

Tatuí e o Teatro das Estrelas — Parte 1

No futuro, bem lá no alto do céu, havia um teatro flutuante.

Ele não ficava no chão, não. Ele flutuava entre as nuvens cor de laranja, iluminado por bolhas de luz que piscavam tin tin tin no escuro da noite.

Esse era o Teatro das Estrelas.

Lá dentro, animais de todo o universo subiam ao palco para cantar, dançar e contar histórias. A plateia aplaudia, as bolhas brilhavam mais forte e todos saíam com o coração quentinho.

Mas havia uma tartaruga que nunca tinha subido ao palco.

Ela se chamava Tatuí.

Tatuí tinha um casco verde com pintinhas douradas, olhos grandes e redondos, e uma voz… ah, que voz! Quando ela cantava sozinha, debaixo das coberturas do seu cantinho, as paredes pareciam suspirar de tão bonito.

Mas cantar para todo mundo? Isso era diferente.

Só de pensar, a barriga dela dava um nó. Os pés travavam. E ela encolhia a cabeça dentro do casco, assim: ploc.

— Tatuí! — chamou Lua, a coelha astronauta. — Hoje tem show no teatro! Você vai cantar?

Tatuí encolheu um pouquinho.

— Acho que não — ela disse bem baixinho. — E se eu errar? E se ninguém gostar?

Lua pousou a orelha no ombro dela com carinho.

— Mas se você não tentar, nunca vai saber.

Tatuí ficou olhando pelas janelas de vidro do teatro. Lá fora, as estrelas piscavam. Parecia que elas também estavam esperando por ela.

Ao entrar no camarim, ela viu o palco pela primeira vez de perto.

Era enorme. Redondo. Com luzes que mudavam de cor a cada segundo. Azul. Rosa. Dourado.

Tatuí sentiu os joelhos tremerem.

— Eu não consigo — ela murmurou.

Mas então aconteceu algo estranho.

Um brilho suave veio de dentro do próprio casco dela. Uma luz dourada, pequenininha, que pulsava como se fosse um coração.

Era a sua voz. Esperando por ela.

Mas o que aconteceu depois? Continue a história na Parte 2…

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