Robertinho tinha um chapéu torto, um jaleco cheio de bolsos e um caderninho de ideias malucas.
Ele era um cientista doido.
E adorava inventar coisas!
Um dia, Robertinho olhou para o céu e viu estrelinhas piscando. Estava chegando a festa de São João!
Foi aí que ele teve a maior ideia de toda a sua vida.
— Chiquinho! Vamos fazer uma fogueira! — ele gritou para o seu amigo passarinho.
Mas não uma fogueira qualquer.
Uma fogueira GIGANTE.
A maior fogueira do mundo inteiro!
Robertinho abriu o caderninho. Fez um desenho. Depois outro. Depois mais um.
A fogueira do desenho era enorme! Ela tinha galhos de árvore, pedacinhos de madeira, um graveto curvo, um graveto reto e até um graveto que parecia uma cobra dormindo.
Chiquinho olhou para o desenho e fez assim: — Piu piu?
Que queria dizer: isso é grande demais!
Mas Robertinho já estava correndo pelo jardim com os braços abertos, juntando gravetos.
Croc croc croc. Os galhinhos iam para o montinho.
Croc croc croc. Mais um. E mais outro.
O monte foi crescendo. Crescendo. Crescendo.
Era quase do tamanho de Robertinho!
Ele deu um passo atrás para olhar.
Sorriu com orgulho.
Mas de repente… o vento veio.
Uf!
E levou os galhinhos todos pro ar!
Croc croc croc… fffffffuuu!
Os gravetos voaram para todo lado!
Robertinho ficou parado olhando para o jardim cheio de gravetos espalhados.
Chiquinho poisou no seu ombro.
— Piu.
Que queria dizer: e agora?
Robertinho coçou a cabeça por baixo do chapéu torto.
Seria que a fogueira doida ia conseguir ficar de pé?
Mas o que aconteceu depois? Continue a história na Parte 2…

