Ilustração da Parte 2 da história Pipo e a Nuvem Fofum

Pipo e a Nuvem Fofum — Parte 2

Pipo viu Fofum subindo e ficou com o coraçãozinho apertadinho.

— Espera! — ele chamou, bem baixinho.

Fofum parou. Olhou pra baixo com os olhinhos de nuvem.

Pipo sorriu e esperou. Não correu. Não gritou. Só esperou.

E então, devagarinho, Fofum voltou.

Fof… fof… fof…

Ela pousou pertinho de Pipo, como uma almofada flutando no ar.

Pipo estendeu a mãozinha com cuidado.

Fofum encostou nela. Era macia, fresquinha e gostosa como brisa de manhã.

— Você é tímida igual a mim — disse Pipo, sorrindo.

Fofum fez fof fof fof, que era o jeito dela de dar risada.

E aí os dois brincaram. Devagarzinho. Do jeito dos dois.

Fofum fazia cócegas na orelha de Pipo. Pipo ria e Fofum subia um pouquinho, envergonhada.

Depois voltava. E ria de novo.

A tarde foi passando, toda dourada e quentinha.

Quando o sol começou a se despedir, Fofum fez um fof bem molinho, bem suavinho.

Era hora de ir.

Pipo acenou com a mão.

— Até amanhã, Fofum.

E a nuvem subiu, subiu, subiu, virou uma bolinha branca lá no alto, e piscou uma vez antes de sumir.

Pipo deitou na grama, olhando pro céu cheio de estrelinhas que iam aparecendo.

Ele estava feliz. Daquele jeito bom, tranquilo e quentinho por dentro.

E enquanto fechava os olhos, ainda sentia as cócegas de Fofum na bochecha.

Fof… fof… fof…

Boa noite, Pipo. Boa noite, Fofum. Boa noite pra você também.