O segundo desafio era enorme,
uma torre bem altona e redonda,
precisava chegar no topo
pra pegar a bandeirinha escondida!
Os cavaleiros empurravam e tentavam,
mas a torre era lisa feito sabão,
ninguém conseguia subir,
caia tum! no chão com estrondo grandão.
Dudu olhou para a torre,
coçou a cabecinha pensando,
e de repente teve uma ideia
que foi chegando devagar, chegando…
Ele recuou três passitos,
bem pequeninhos no chão de terra,
e então correu, correu, correu!
e gritou bem alto na serra:
— Pantufas mágicas, vamos lá!
PLOFT!
E num salto gigantesco,
ploft atrás do ploft atrás do ploft,
Dudu subiu pela parede da torre
como uma bolinha de ploft!
A multidão ficou em silêncio.
Ninguém piscava o olhinho.
Ninguém respirava direito.
Ninguém fazia nem um barulhinho.
E então… lá no topo da torre,
apareceu uma mãozinha miúda,
segurando a bandeirinha do torneio
com alegria, que notícia sacudida!
— DUDU! DUDU! DUDU!
gritou a praça toda inteira,
plof plof plof as palmas soavam
feito música verdadeira!
O rei desceu do seu trono dourado,
cheio de sorriso e de brilho,
e colocou na cabeça de Dudu
um coroinha com um troféu vermelho!
— Dudu das Pantufas Ploft,
você é o cavaleiro mais esperto!
Não ganhou com força sozinha,
mas com um coração aberto!
Dudu sorriu de orelha a orelha,
ploft ploft deu dois pulozinhos,
e voltou para o castelo todo feliz
cheirando a pão e biscoitinhos.
À noite, com as pantufas na mão,
ele se aninhava na caminha macia,
bem quentinho debaixo do cobertor,
cheio de sonho e alegria.
E antes de fechar os olhos,
ele sussurrou bem devagarinho:
— Amanhã tem mais aventura…
mas agora, vou dormir um tiquinho.
Ploft.
E Dudu dormiu sorrindo,
como só dorme quem foi herói,
com as pantufas ao lado da cama
brilhando suave… ploft… e depois… zzzzz.
