Pedrinho e o Dragão: Um Acordo de Amizade e Fogo – Parte II

Smaug olhou para o menino, franziu a testa e pensou,
Se aquele garoto esperto de fato o ajudou.
“Tu dizes que tens a cura, mas o que quer em troca?
Não creio que faças isso apenas por boa obra.”

Pedrinho então sorriu, coçou a testa ligeiro,
“E se fizermos um trato? Algo bom e verdadeiro?
Minha vila é tão pequena, já sofreu invasão,
Se me deres tua palavra, viras nossa proteção.”

O dragão espirrou forte, fez um vento sacudir,
Depois riu com sua voz rouca, fazendo o chão tremer.
“Um menino tão astuto, que negócio a mim propõe!
Se me curas, eu prometo: ninguém à vila se opõe!”

O menino assentiu, e sem medo anunciou:
“Pois então, ó grande Smaug, sua cura eu já faço,
Com mel, gengibre e ervas, que minha avó ensinou,
Logo logo estarás forte, cuspindo fogo a um passo!”

O dragão abriu os olhos, esperançoso e atento,
Viu Pedrinho preparar o remédio com talento.
Uma colher bem cheia, e Smaug tomou num gole só,
Fez uma careta feia, mas se sentiu melhor.

Os minutos foram passando e o fogo foi voltando,
A garganta antes fraca já não mais estava ardendo.
Ele deu um rugido forte, lançou brasa pelo ar,
E com um sorriso imenso, pôs-se logo a celebrar!

“Pedrinho, meu amigo, tua palavra eu honro bem,
Guardarei tua vila inteira, não temerás a ninguém!
Se monstros ou bandidos tentarem aqui pisar,
Verão que um dragão furioso é melhor não incomodar!”

E assim a vila dormia sem medo e sem terror,
Pois Smaug, que era temido, virou seu protetor.
O povo se alegrava e Pedrinho festejava,
Pois um grande amigo agora ele conquistava.

E se pensas que acabou, ainda falta uma diversão!
Pois Pedrinho vez ou outra chama Smaug com emoção:
“Ô, amigo, faz um fogo, só um tiquinho, sem exagero,
Que hoje tem um churrasquinho bem legal no terreiro!”

O dragão ri com gosto, solta só uma faísca,
E a carne fica assada, suculenta e saborosa!
Assim termina essa história, com riso e união,
Entre um dragão esperto e um menino de coração!

🌟 FIM! 🌟